ARTIGO BLLINS

O Guia Definitivo do Magnésio: Dimalato, Bisglicinato ou Treonato? A Engenharia da Absorção Humana

portal magnesio

Tempo de Leitura: 12 minutos

1. Introdução: O Porteiro do Seu Intestino

Imagine que você está tentando entrar na boate mais exclusiva da cidade (sua corrente sanguínea). Na porta, há um segurança extremamente rigoroso chamado “Intestino”.

A maioria das pessoas tenta subornar esse segurança com moedas baratas — o Óxido de Magnésio ou o Cloreto comum. O segurança olha para aquelas moedas sujas, deixa passar 4% delas e chuta o resto para a sarjeta (o que, em termos fisiológicos, você conhece como “diarreia explosiva”).

Este é o erro fundamental que 90% das pessoas cometem. Elas tratam o magnésio como um ingrediente, quando deveriam tratá-lo como uma tecnologia de entrega.

O magnésio não é apenas “um mineral para relaxar”. Ele é o pino de segurança da granada biológica. Sem ele, a energia (ATP) torna-se instável, os músculos entram em um estado de “micro-rigor mortis” e os neurônios gritam até morrerem de exaustão (excitotoxicidade). A ciência mostra que até 64,4% da população adulta não ingere o mínimo necessário para manter a “boate” funcionando.   

Neste artigo, não vamos falar de “tomar vitaminas”. Vamos desmontar a biologia molecular da absorção. Você vai aprender a usar DimalatoBisglicinato e Treonato como chaves mestras para hackear o segurança do seu intestino e céreb

01 membrana

2. O Mecanismo Oculto: Por que você (provavelmente) não absorve nada

Para entender qual magnésio comprar, você precisa entender como seu corpo decide o que entra. Richard Feynman diria: “Não decore o nome, entenda o funcionamento”.

O intestino tem duas portas principais para minerais:

  1. A Porta Giratória Quebrada (TRPM6/7): Esta é a entrada oficial. São canais iônicos ativos que transportam o magnésio para dentro da célula. O problema? Eles saturam rápido. Se você toma uma dose alta de magnésio comum, a porta trava. O excesso fica no intestino, puxa água e causa o desastre intestinal.   
  2. O Cavalo de Troia (PEPT1): Aqui está o segredo dos profissionais. Seu intestino ama proteínas. Ele tem uma “via expressa” para absorver aminoácidos chamada transportador PEPT1.

A mágica da quelação (ligar o magnésio a um aminoácido, como a glicina) é que ela disfarça o mineral. O intestino olha para o Magnésio Bisglicinato e diz: “Ah, olha, uma proteína gostosa! Pode entrar”. O magnésio entra “escondido” dentro do aminoácido, usando a via expressa e ignorando completamente a porta giratória quebrada.   

É por isso que a forma importa mais que a dose.

02 canal iônico trpm6

3. As Três Armas: Qual, Quando e Por Quê?

Não existe “o melhor magnésio”. Existe a ferramenta certa para o trabalho certo. Vamos analisar as três formas superiores sob a ótica da biomecânica.

A. Magnésio Dimalato: O Combustível de Foguete (Energia)

  • A Química: É o magnésio ligado ao Ácido Málico.
  • A Lógica Feynman: Pense nas suas mitocôndrias como motores de carro. O Ciclo de Krebs é onde a gasolina queima. O Ácido Málico é um componente vital desse ciclo — ele é o aditivo que faz o motor girar. Quando você usa Dimalato, você entrega a “faísca” (Magnésio) e o “aditivo” (Malato) ao mesmo tempo.   
  • O Superpoder Secreto: Desintoxicação de Alumínio. O ácido málico tem uma habilidade única de se ligar ao alumínio (um metal tóxico que se acumula no cérebro) e expulsá-lo do corpo. É o faxineiro da metais pesados.   
  • Para quem é: Pessoas com fadiga crônica, fibromialgia (ajuda a gerar ATP muscular) e atletas que precisam de energia limpa sem estimulantes.

B. Magnésio Bisglicinato: O Botão de “Desligar” (Sono e Ansiedade)

  • A Química: Magnésio ligado a duas moléculas de Glicina.
  • A Lógica Feynman: Se o cálcio é o grito do corpo (contração, alerta), o magnésio é o sussurro (relaxamento). A glicina, por sua vez, é um neurotransmissor inibitório — ela literalmente esfria o corpo. Estudos mostram que a glicina reduz a temperatura central do corpo, o que é o sinal biológico gatilho para o sono profundo.   
  • O Superpoder Secreto: Ele não compete com outros minerais pela absorção porque entra pela via de proteínas (PEPT1). É a forma mais segura para quem tem “estômago sensível”.   
  • Para quem é: Quem sofre de insônia, ansiedade, “mente acelerada” à noite ou tem intestino solto com outros magnésios.

C. Magnésio L-Treonato: O Hacker Cerebral (Cognição)

  • A Química: Magnésio ligado ao L-Treonato (um metabólito da Vitamina C).
  • A Lógica Feynman: O cérebro é uma fortaleza isolada pela Barreira Hematoencefálica. A maioria dos magnésios bate no muro e volta. O L-Treonato é o único que possui o “crachá VIP” para atravessar essa barreira e elevar os níveis de magnésio dentro do neurônio.   
  • O Superpoder Secreto: Rejuvenescimento Cerebral. Um estudo clínico impressionante mostrou que o uso de L-Treonato reverteu a “idade cerebral” (baseada em função executiva e memória) em 9 anos após 12 semanas de uso. Ele aumenta a densidade das sinapses — imagine trocar a fiação velha da sua casa por fibra ótica nova.   
  • Para quem é: Estudantes, executivos de alta performance (“Biohackers”) e idosos preocupados com memória e Alzheimer.

4. Protocolo Prático Bllins

Não tome tudo de uma vez. Sincronize com seu Ritmo Circadiano.

Manhã (O Protocolo de Ignição)

  • Forma: Magnésio Dimalato.
  • Dose: 200-300mg de Magnésio Elementar.
  • Por que: O ácido málico alimenta o Ciclo de Krebs para energia imediata. Não tome à noite, ou a energia extra pode atrapalhar o sono.

Tarde/Trabalho Focado (O Protocolo Nootrópico)

  • Forma: Magnésio L-Treonato.
  • Dose: 1.000-2.000mg do composto (fornece ~144mg de magnésio elementar).
  • Por que: Para manter a plasticidade sináptica durante o pico de demanda cognitiva.

Noite (O Protocolo de Hibernação)

  • Forma: Magnésio Bisglicinato.
  • Dose: 200mg-400mg de Magnésio Elementar, 1 hora antes de dormir.
  • Por que: A glicina baixa a temperatura corporal e o magnésio ativa o sistema GABA (relaxamento), preparando o terreno para o sono REM.
03 ciclo

5. A Curiosidade Biomecânica: Você está em “Micro-Rigor Mortis”?

Você sabe por que os cadáveres ficam rígidos (Rigor Mortis)? A resposta simplificada é: falta de energia para relaxar.

Na biomecânica muscular, a contração acontece quando as fibras de actina e miosina se “beijam”. Para elas se soltarem (relaxamento), é necessário uma molécula de ATP ligada ao Magnésio. Sem magnésio, o ATP não se encaixa, e o músculo fica travado em contração perpétua.   

Se você tem cãibras constantes, tensão nos ombros que nunca passa ou “nós” nas costas, você não está apenas “tenso”. Você está sofrendo de uma falha energética local. Seus músculos estão, bioquimicamente, em um estado de micro-rigor mortis porque falta magnésio para destrancar a fibra muscular. O relaxamento é um processo ativo que custa magnésio.

6. Por que a maioria erra (e joga dinheiro fora)

  1. A Falácia da “Mistura Tripla”: Muitos suplementos vendem “Trio de Magnésio” com 90% de Óxido e 10% de Bisglicinato apenas para colocar no rótulo. Leia a tabela nutricional. Se disser apenas “Magnésio” sem especificar a forma ou “Óxido”, corra.
  2. O Medo da “Dose Alta” no Rótulo: Um frasco de Bisglicinato pode dizer “2000mg” na frente, mas atrás diz “200mg de magnésio elementar”. Isso é normal. A molécula de glicina é grande e pesada. Você precisa ingerir muito pó branco para conseguir o metal puro. Não se assuste com o tamanho das cápsulas.   
  3. Fitatos e o Café: Taninos (café/chá) e Fitatos (aveia/feijão) sequestram minerais. Nunca tome seu magnésio junto com o café da manhã rico em fibras ou cafeína. Espere 1 hora.

7. Conclusão e Próximos Passos

O magnésio não é um suplemento opcional; é o sistema operacional da sua biologia. A deficiência dele não causa apenas “cansaço”, ela causa uma instabilidade sistêmica, desde a falha na produção de energia até a incapacidade de relaxar os músculos e a mente.

Sua tarefa hoje:

  1. Verifique o rótulo do seu suplemento atual. Se for Óxido, jogue fora (ou use como laxante, pois é para isso que serve).
  2. Escolha sua batalha: Energia (Dimalato), Sono (Bisglicinato) ou Cérebro (Treonato).
  3. Comece hoje. Seu corpo vai agradecer saindo do modo de “sobrevivência” e entrando no modo de “performance”.

Aviso Legal : Este conteúdo é estritamente educativo e baseado em evidências científicas atuais. Não substitui o aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Consulte sempre seu médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer protocolo de suplementação, especialmente se tiver problemas renais ou cardíacos.

Referências Bibliográficas

  1. Passarelli et al. (2024). Global Dietary Magnesium Deficiency Prevalence. Lancet Global Health.  – Dados sobre deficiência global.   
  2. Schuette et al. (1994) & Walker et al. (2003). Bioavailability of Magnesium Diglycinate vs Oxide. JPEN.  – Superioridade da absorção do Bisglicinato.   
  3. Slutsky et al. (2010) & Liu et al. (2016). Enhancement of Learning and Memory by Elevating Brain Magnesium (L-Threonate). Neuron / Neuropharmacology.  – Mecanismo do L-Treonato no cérebro.   
  4. Ferreira et al. (2022) & Boulis (2019). Magnesium Malate and Fibromyalgia/Energy. Magnesium Research.  – Efeitos do Dimalato na dor e energia.   
  5. Meltzer & Auer (1908) & Nayler (2025). Magnesium roles in Rigor Mortis and muscle relaxation. Journal of Experimental Medicine.  – Mecanismo de relaxamento muscular.   

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AVISO LEGAL :  As informações neste site são apenas para fins educativos e não substituem o aconselhamento médico profissional.

Este conteúdo foi elaborado e revisado por Gabriel Silva, fundador da Bllins. Com mais de 5 anos de experiência prática e estudos em biomecânica e saúde natural, Gabriel busca traduzir a ciência complexa em passos práticos para sua evolução. Acesse o perfil completo do autor aqui.


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